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App e UX design2025

Alma Douro

O Alma Douro é um restaurante de fine dining. Desenhámos o sistema que lhe gere a cozinha e a sala, com IA que sugere receitas a partir do stock a expirar.

Capa do projeto Alma Douro
Problema 01 Gestão em quadro de parede e Excel
Problema 02 Tarefas repetidas em piloto automático
Problema 03 Compras decididas de memória
A funcionalidade

Do aviso de validade à receita, em 12 segundos

A app deteta o que está perto de expirar, propõe uma receita construída com esses produtos e devolve a ficha técnica pronta para o serviço.

Percurso completo, do alerta à ficha técnica. Reprodução acelerada, sem som.
O gatilho

A validade passa a ter cor

Problema

A validade dos produtos vivia em etiquetas na arca e em folhas de cálculo. Quando alguém reparava, já era perda.

Decisão

Passou a estar na mesma linha do produto, em três níveis de cor. A partir do vermelho, é a app que toma a iniciativa e propõe agir.

Detalhe de UI

A IA sugere, o chef decide

A base da sugestão nunca é opaca. Quem cria a receita escolhe o critério e vê-o escrito.

Critério
Manual, preço médio, quantidade em stock ou proximidade da validade
Pré-seleção
Os produtos a expirar entram já escolhidos, com a contagem à vista
Quantidades
Editáveis ao grama, com a lista lateral sempre visível
Saída
Custo para o restaurante, preço de menu, tempo e doses
O resultado

Uma ficha técnica, não um palpite

  • Ingredientes com quantidades exatas
  • Custo e preço de menu lado a lado
  • Tempo de preparação e número de doses
  • Instruções passo a passo, editáveis
Compras

Comprar com histórico, não de memória

Problema

Sem registo de preços e prazos, a encomenda era feita de cabeça. Comprava-se a mais por precaução, e o excesso acabava no lixo.

Decisão

Cada encomenda passou a ter estado, data prevista e fornecedor à vista. O que falta é reposto antes de faltar, sem compras de pânico.

A IA não substitui o critério de quem cozinha. Tira-lhe o trabalho de descobrir o que fazer com o que sobra.

Sala

Lugares, não linhas de tabela

Problema

As reservas viviam em listas. Em hora de ponta, ninguém traduz uma tabela na disposição real do espaço.

Decisão

Planta do restaurante com três estados de cor apenas. Menos categorias, decisão mais rápida.

Detalhe de UI

Sala e cozinha a olhar para o mesmo número

O atraso torna-se visível antes de o cliente o sentir.

Colunas
Em lista, em preparação, concluído
Cronómetro
Por pedido, muda de cor ao passar do tempo previsto
Contexto
Mesa, número de pessoas e restrições junto a cada prato
Filtros
Menu de estação e menu de degustação
No pulso

Para quem tem as mãos ocupadas

  • Estado da equipa, quem está ligado
  • Um toque para falar, sem menus
  • Só o que não pode esperar
Cliente

Uma pergunta de cada vez

Problema

Formulários de reserva longos perdem gente a meio, e o pedido especial acabava por chegar por telefone.

Decisão

Seis passos curtos, um por ecrã, com a mesa escolhida pelo próprio cliente na planta.

A ponte

O que o cliente escreve chega à cozinha

É aqui que o ciclo fecha: a informação do cliente alimenta a previsão, a previsão informa as compras, e as compras determinam o stock que gera as sugestões.

Formato
Etiquetas fechadas, não texto livre, para o sistema entender
Granularidade
Por pessoa e não por reserva, para não trocar o prato
Opções
Vegetariano, sem glúten, sem lactose, halal, kosher e mais
Destino
Aparecem junto ao nome na sala e seguem para o canal da cozinha
Aprofundar

O processo, em detalhe

Como corremos o processo

Seguimos o duplo diamante em cinco fases. Investigação com entrevistas a donos e a pessoal de restaurantes. Definição de funcionalidades, com o mapeamento dos fluxos de cada perfil. Wireframes de baixa e média fidelidade, depois protótipo de alta fidelidade em Figma.

Fechámos com testes de usabilidade, iteração sobre o feedback recolhido, e entrega adaptada a tablet, telemóvel e smartwatch.

Porque é que o desperdício não é só um problema da cozinha

A investigação mostrou uma cadeia. Compras mal informadas geram stock a mais. Procura mal antecipada gera stock errado. Restrições alimentares que se perdem entre a sala e o fogão geram pratos devolvidos.

Foi essa cadeia que justificou pôr a IA no centro do sistema, a ligar os três perfis, em vez de a tratar como funcionalidade isolada de um deles.

Porque a decisão final é sempre humana

O sistema nunca publica um prato no menu por iniciativa própria. Propõe, mostra o critério que usou, e deixa o chef aceitar, ajustar ou ignorar.

Numa cozinha, uma ferramenta que decide sozinha perde-se à primeira sugestão errada. A reversibilidade é o que a mantém em uso.

Estado do projeto e limites

Foi entregue como protótipo de alta fidelidade, testado com utilizadores e iterado. Não chegou a ambiente de produção.

Por isso não há dados de operação real. Os objetivos de eficiência e de redução de desperdício são objetivos de desenho, e os valores visíveis nos ecrãs são dados de demonstração.

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